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Apresentação

Publicado em 15/08/2013 às 11:40 - Atualizado em 28/03/2017 às 13:55

A área que constitui o atual Município de São João do Oeste foi colonizada pelo Volksverein, entidade do Rio Grande do Sul, que adquiriu a área, loteou-a em colônias, chácaras e terrenos de perímetro urbano e passou a incentivar a sua ocupação atraindo agricultores de diversos municípios do Rio Grande do Sul.
   A comunidade sede teve o seu início de colonização em 1932 com a celebração de uma missa pelo Pe. Teodoro Treis. Após esta data gradativamente os colonos do Rio Grande do Sul adquiriram terras e vinham penetrando nas matas e ocupando as suas posses.
   No interior do Município a entrada dos primeiros desbravadores nas diferentes comunidades se deu entre os anos de 1926 a 1940 sendo que as primeiras comunidades a receberem os colonos foram as de Macuco, Fortaleza, Jaboticaba e Ervalzinho, isto pela facilidade de acesso por via fluvial.
   Como o ponto central das Comunidades já estava definido através de uma colônia de terra, doada pela colonizadora, tão logo que um certo número de habitantes passava a residir no perímetro da comunidade começavam os trabalhos para a construção de uma capela e uma escola, sempre com o incentivo dos padres católicos uma vez que os colonizadores, como previam as normas do Volksverein todos tinham que ser católicos e de origem alemã.
   Durante diversos anos a evolução de São João, tanto da sede como do interior foi muito lenta, isto em virtude das dificuldades de comunicação e comércio. O abastecimento dos primeiros habitantes vinha pelo Rio Uruguai. A sede de São João do Oeste como muitas outras comunidades tiveram a sua via de comunicação através de estradinhas de um metro de largura – “meterweg” – feitas pelos próprios agricultores com pá e picareta. Estas mesmas estradinhas foram, em muitos casos posteriormente alargadas e deram origem às atuais estradas.

Os 162 km² do Município, quanto ao relevo, são classificados em terras acidentadas – 50%; terras onduladas - 30% e terras suavemente onduladas – 20%, o que permite concluir que apenas em torno de 20% das terras são mecanizáveis.
   No setor hídrico São João do Oeste é cortado por três arroios maiores: Arroio Macuco, Arroio Fortaleza e Arroio Dourado, que com os seus afluentes desembocam no Rio Uruguai. Outra confluência de águas é formada pelo vale do Arroio Jundiá que forma limite com os municípios de Iporã do Oeste e Tunápolis.
   O subsolo do Município, pelo que pôde ser constatado nas tentativas de poços artesianos, é bastante pobre em água, sendo que as águas potáveis todas são procedentes dos arroios ou fontes superficiais.
   Em vias de comunicação São João do Oeste é cortado em aproximadamente 20 km pela SC 472, asfaltada, que porém não atinge a sede do Município. As demais estradas são todas municipais.
   A sede do município está ligado a SC 472 com acesso asfáltico pela SC 493.
   O clima do Município é temperado apresentando variações acentuadas de temperatura de 0º até acima de 40º e também grande variação de precipitações pluviométricas; nos meses de inverno geralmente as chuvas são intensas e prolongadas e o verão muitas vezes é marcado por estiagens.

O município é composto, além da sede, pelas seguintes comunidades: Cristo Rei, Beato Roque, Macuco, Vale Pio, Ervalzinho, Jaboticaba, Alto Macuco, Medianeira, Palmeiras, Fortaleza e Itacuruçu. 

A maioria da população do Município é católica, sendo a Paróquia hoje dirigida pelo Padre José Nelson Knob. Tanto na sede como nas comunidades do interior, as pessoas mantém o hábito de participar das celebrações religiosas habitualmente.
A Igreja Matriz é considera a maior da América Latina construída totalmente em madeira e é um cartão postal da cidade, sendo visitado por inúmeros turistas todos os anos.