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Produtores rurais elogiam ‘Programa Recolhe’ e citam benefícios: “Evita a contaminação do solo e da água”

Publicado em 03/07/2018 às 09:54 - Atualizado em 03/07/2018 às 09:54

  Desde o mês de fevereiro, não ocorrem mais enterros de animais nas propriedades rurais de São João do Oeste. Preocupada com os danos que esta prática causava ao Meio Ambiente, em virtude do descarte incorreto, o município implantou o “Programa Recolhe”, que visa o correto recolhimento, transporte e destinação das carcaças de animais mortos nas propriedades rurais.

  A repercussão do Programa é amplamente positiva, tanto que, foi incluso no espaço de “Boas Práticas” em Congresso da FECAM, que contemplou ideias inovadoras desenvolvidas em todos estado. Na oportunidade, o prefeito Fernando Bisigo apresentou o Programa Recolhe na Capital do estado.

  Conforme o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Genésio Anton, o programa garante mais segurança sanitária. Além disso, legaliza a situação que envolve desde a coleta, transporte, armazenamento e processamento das carcaças dos animais mortos.  

  Após a coleta e transporte, as carcaças são enviadas à uma unidade processadora, a qual transforma o material recolhido em óleo para biodiesel e farinha para fertilizantes. A coleta e o transporte é realizado pela empresa Previatti, situada na Linha Central, município de Cunha Porã-SC. Jean Previatti, sócio proprietário, destaca que a recolha segue todas as normas da CIDASC. Ele cita a boa adesão por parte dos produtores de São João do Oeste, cuja ampla maioria aprova o programa. “Percebe-se a consciência dos produtores de São João do Oeste, que aderiram a ideia e valorizam o programa implantado”, cita.

  O suinocultor Vilmar Beckenkamp, que possui uma granja de suínos com capacidade para alojar 2.200 animais, destaca a importância do programa. “Representa um grande avanço, pois, anteriormente, precisávamos descartar os suínos mortos na composteira. Ou no caso de bovinos, deixar enterrar. Agora, com a recolha, ocorre o destino correto destas carcaças e isto é muito importante”, destaca Beckenkamp.

  O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Genésio Anton, ressalta que está ocorrendo a recolha de bovinos, bubalinos, equinos e suínos (acima de 70Kg). “O produtor rural deve entrar em contato diretamente com a empresa responsável. Anton explica que no caso dos bovinos, no momento da solicitação do serviço, o produtor deve informar o número do brinco. Porém, deverá deixar a identificação no animal, ou seja, o brinco não pode ser removido”, comenta.

  O produtor Levi Steffen da comunidade de Cristo Rei elogia a medida. Nos últimos dias, ele precisou do serviço de recolha, devido a morte de um animal em sua propriedade. “Acredito nos benefícios deste programa, especialmente na questão ambiental, evitando a contaminação do solo e da água”, explica.

  O custo total para a recolha de bovinos, bubalinos e equinos é de R$ 100,00, porém, deste valor o produtor precisará pagar somente 40% (R$ 40,00), pois o restante é custeado pelo município. No caso dos suínos, o custo é de R$ 10,00 por carcaça, onde o produtor também paga somente 40% (R$ 4,00). Os telefones para contato são (49) 9 9968-1976 e (49) 9 9923-8885.


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